18/12/2010

DROGAS: CARETA, ALTERNATIVO, PESSOAL OU SOCIAL?



Hoje, ninguém se torna mais ou menos “alternativo” por usar ou não usar drogas ilícitas, da mesma forma que usar drogas lícitas como álcool ou cigarro não tem significado cultural nem dominante nem alternativo.”

1 - “Meu Nome Não é Johnny”

Não somos ingênuos e sabemos que desde que o mundo existe o ser humano usa as mais diversas substâncias para alterar a consciência, seja culturalmente, religiosamente ou individualmente. Em cada época da história tais substâncias tiveram papéis diferentes: as vezes permitidas, outras proibidas, outras libertárias, outras conservadoras. Em nossa época, esse papel é eminentemente (do hedonismo) pessoal e privado, sem significado social “alternativo” em si.

2- Da contestação até a caretice:

Nos anos 60 e 70 do século passado o uso de algumas drogas esteve associada a movimentos de mudança e vanguarda social.

Posteriormente, as mudanças sociais realizadas foram difundidas pela sociedade e absorvidas como novo padrão de comportamento social normal e consumo. Principalmente a partir dos anos 80 e 90

o uso de drogas se tornou algo de conteúdo neutro em várias camadas sociais, se desvinculando de movimentos sociais de mudança.

Simultaneamente cresceram as multinacionais do comércio internacional de drogas, e o tráfico entrou em processo de "profissionalização" e organização de poder paralelos ao estado, (em alguns países chegando a controlar territórios das cidades ou setores do governo).

Já há duas décadas as drogas são uma realidade tanto em diretorias de grandes empresas como na festa funk ou pagode da esquina, tanto nas classes altas quanto nas médias e baixas, tanto na balada comercial quanto em eventos alternativos: não define alternatividade ou “contra-culturas”. Como definimos em outro texto, passa a ser um elemento genérico não valorativo.

3 – Superando o Preconceito:

Até certa altura do século passado as subculturas alternativas eram associadas a criminalidade e contravenção por quem desejava desmerecê-las. Esses críticos e analistas deixavam de lado os aspectos culturais destas.

Posteriormente, o avanço dos estudos sociais desconstruíram este pré-conceito, alguns re-situando as subculturas urbanas nos estudos de identidades culturais, enquanto outros as re-situaram ma análise de consumo. Estudos posteriores fundem as duas questões como complementares.

Paralelamente, o consumo de drogas perdeu sua ligação a comportamentos contestatórios, proliferando por classes ricas, empresariais ou pobres e conservadoras da sociedade.

4- Drogas: escolha pessoal independente do alternativo

Qual seria então, hoje, o significado do antigo discurso “drogas são algo alternativo” em-si? Passa a ser algo totalmente diferente da função social do “sexo, drogas e rock´n´roll” do passado. Temos a embalagem do produto “drogas” em uma embalagem alternativa, sem uma valorização de qualquer coisa “difeerente”de fato.

Quando isso acontece, o estilo alternativo que é “parasitado” por estas estratégias se tornam irrelevantes culturalmente.

Também o tipo de consumidores atraídos por esse tipo de discurso, em geral não tem muito interesse em algo culturalmente alternativo. Vai consumir um simulacro de cultura alternativa da mesma forma que alguém sem ligação cultural a estas cenas que compra uma peruca ou camiseta Gótica ou Punk pela simples aparência destas.

Por outro lado, existem nas subculturas alternativas algumas pessoas que fizeram a escolha pessoal e privada de usar alguma substância que produz dependência química e alteração de consciência. Esta opção madura deve ser respeitada tanto quanto aquela opção da pessoa que em uma cena alternativa opta por não ser usuário de nenhuma droga lícita ou ilícita.

Usar ou não usar drogas: nenhuma das duas opções, hoje, faz com que alguém seja mais ou menos alternativo do que o outro. Hoje, ninguém se torna mais ou menos “alternativo” por usar ou não usar drogas ilícitas, da mesma forma que usar drogas lícitas como álcool ou cigarro não tem- em si- significado cultural nem dominante, nem alternativo.

Continuam a existir as consequências e prazeres pessoais que sempre existiram no consumo destas substâncias. Essa escolha cabe a cada um em sua esfera pessoal e privada, de forma consciente.

...

SUBCULTURA GÓTICA: DISVERSIFICADA NO VISUAL E NA MÚSICA


A subcultura gótica é bastante diversificada tanto no visual como nos gêneros musicais. Apesar de alguns estilos musicais terem seu equivalente visual (como comentamos no texto 03- A Homologia Subcultural, sua flexibilidade e evolução), é comum os góticos curtirem diversos dos sub-estilos musicais góticos e usarem diversos tipos de visual. O gótico não se prende sempre a um único tipo de visual ou música, nem as combinações música-visual são fixas ou restritivas.

Neste aspecto, a Gótica é uma das subculturas mais flexíveis e variadas, dentro no seu cânone, como comentamos no texto C) ABSORÇÃO DE ELEMENTOS DE ESTILOS RELACIONADOS :"a criatividade, e um certo nível de "contravenção" em relação ao que é considerado o "visual padrão" de certa época na cena Gótica, é algo geralmente visto como positivo. A herança de princípios do "faça você mesmo" ainda perdura, apesar da proliferação atual de grifes especializadas na estética Gótica."

Você vai ver um gótico com visual mais deathrocker dançando ethereal ou electro-goth, ou uma fada de visual ethereal saltitando ao som de gothic-rock, ou um gótico de visual cyber-goth agitando deathrock ou medieval, e várias outras combinações imagináveis.

Aliás, uma das grandes diversões das cenas góticas pelo mundo é ver como as pessoas misturam as várias sub-tendências de visual gótico, demonstrando sua criatividade pessoal e individualidade. Também muitas pessoas variam de sub-estilo de visual gótico ao longo do tempo, do humor ou... do tempo disponível para se “montar”.

Temos um mostruário parcial de estilos de visual, usando fotos de bandas e de filmes para exemplificar (o que não quer dizer que estas bandas e filmes se restrinjam a estes estilos) nesta página:VISUAIS GÓTICOS.

O legal é ver o visual medieval lado a lado com o cyber e um goth-deathrocker, e o vitoriano ao lado do pos-punk, junto como pessoal "pretinho básico synth-pop" ao lado de um rivet, etc, curtindo vários estilos musicais diferentes e, principalmente, se respeitando.

Vários ramos da árvore Gótica :-)

Não podemos confundir o modelo da subcultura Gótica com o de outras culturas que se prendem a poucas variantes de visual e apenas um gênero musical, como explicamos no texto A MÚSICA NA SUBCULTURA GÓTICA: GÊNEROS MUSICAIS X SUBCULTURAS MUSICAIS.

Confira também uma introdução a variedade de estilos musicais que históricamente apreciados pelos Góticos ou que bandas Góticas usam para se expressar musicalmente, no texto 13- GLOSSÁRIO DE ESTILOS MUSICAIS RELACIONADOS À SUBCULTURA GÓTICA.

OUTROS ASPECTOS:

É mais fácil definir o que não é Gótico do que aquilo que é Gótico, exatamente omo Patrice Bollon, comenta em "A Moral da Máscara", também aborda a questão da recusa ao comentar sistemas estéticos : "Mais do que sistemas de normas, são sistemas de tabus. Podemos dizer o que absolutamente não seriam; mais difícil seria dizer o que são.(...) Seu código...não estabelece uma sensibilidade, um significado, ou uma ideologia; ele delimita um espaço de sensibilidade, uma área de significados, um feixe de atitudes, uma constelação de idéias no interior dos quais todas as modulações são permitidas, ou até requisitadas.(...) A meta foi atingida: criar uma concepção do mundo, circunscrever uma visão passível de evoluções que permitam a expressão pessoal.(...) Com efeito, o que as (modas e culturas) aproxima é que nenhuma delas oferece "respostas" às perguntas: elas se contentam em delimitar espaços onde simplesmente essas perguntas não são mais feitas." (Patrice Bollon, 1990) Ver: (03- A Homologia Subcultural, sua flexibilidade e evolução)

A música e o visual, bem como o comportamento e atitude, constituem um discurso estético, como citamos Durafour: "No seio do movimento (1) gótico, o visual, a dança, as atitudes e as posturas formam uma linguagem estética codificada que concorda com uma nova percepção da corporeidade (conjunto dos traços concretos do corpo como ser social): perceber os corpos como "obra de arte" é reconsiderar seu valor em um mundo onde nossos corpos não nos pertencem mais verdadeiramente." (Durafour, 2005) Ver: D) A TEATRALIZAÇÃO E O CORPO

Dessa forma, também nos "reapropriamos" do nosso corpo em sociedade, ou nos reapropriamos -conscientemente- do discurso de nosso corpo.

21/11/2010

25/11/2007

Tarja Turunen: "criança feliz numa cidade pequena"

Planet-Loud.com: Eu vou tentar evitar perguntas comuns sobre o Nightwish; posso imaginar as centenas de entrevistas que você deu sobre isso. Você tem um novo álbum, "My Winter Storm", a ser lançado dentro de muito pouco tempo o qual estamos todos aguardando ansiosamente para ouvir, e estamos esperando para ver mais de você como artista solo. Você começou a cantar bem cedo, sua família apoiou bastante sua decisão de cantar?

Tarja: “Eu sempre fui uma criança feliz como todas as outras, uma jovem garota em um pequeno povoado, eu estava sempre cantando em qualquer lugar que eu fosse então eles sempre souberam que eu adorava isso. Eles me mandaram para aulas de piano e estavam sempre me incentivando a fazer o melhor que eu pudesse e viajando comigo a grandes cidades quatro/cinco vezes na semana para me apresentar.”

Planet-Loud.com: Seus pais eram músicos?

Tarja: “Nós sempre fomos uma família musical, mas eles não eram profissionalmente envolvidos na música. Minha mãe tocava piano e nós nos sentávamos ao redor cantando, então éramos uma família muito barulhenta.”

Planet-Loud.com: Você entrou para o NIGHTWISH em 1997. O Metal era algo que chamava sua atenção antes ou somente quando se viu fazendo?

Tarja: “Meu irmão tocava guitarra e era muito ligado ao Hard Rock, então eu estava a par disso. Todos os meus estudos foram dentro da música clássica e eu decidi que queria explorar mais e meus professores estavam sempre me incentivando a descobrir algo novo. Eu estava na metade do primeiro ano da Universidade antes de me juntar ao Nightwish. Nós já conhecíamos uns aos outros e levamos isso como um desafio. Nós fomos para o estúdio bem cedo e foi um pouco mais diferente do que minha família esperava mas era realmente uma música mágica”.

Planet-Loud.com: É ótimo você ter tido o apoio de seus professores e da família. Você fez muitas turnês com o Nightwish, às vezes fora por três meses cada vez. Como é para uma mulher estar na estrada com todas as bandas masculinas? Você já foi groupie?

Tarja: “Ha! Não, não. Eu não fui groupie. Eu era a única garota da minha escola e tive irmãos mais velhos, então eu era acostumada a passar um tempo somente com homens mas eu sentia falta de falar com meninas. Minhas contas de telefone eram altas depois da turnê porque eu telefonava para todas as minhas amigas de volta pra casa. Eu tinha que cuidar bem de mim mesma nas turnês porque era muito fácil ficar doente viajando para dentro e fora de diferentes climas e se alguém da equipe ficasse doente todos ficariam. Essa era a parte mais difícil, não os homens”.

Lacuna Coil: vocal feminino não garante qualidade.

PyroMusic.net: Como está sendo a receptividade de "Karmacode"?

Cristina: "Está indo bem".

PyroMusic.net: De que forma vocês acham que ele representa uma melhora em relação aos trabalhos anteriores?

Andrea: "Acho que porque depois de 'Comalies' nós estivemos excursionando muito nos EUA, Europa e em todo lugar, então sentimos que a energia viva se perdeu um pouco no CD, então quisemos ter algo 'grooviado' e pesado, especialmente para tocar ao vivo após o lançamento. É algo que nós procuramos em 'Karmacode', esta força".

Cristina: "É definitivamente o melhor CD que fizemos. E esse é o motivo de se lançar álbuns, porque você está tentanto melhorar, e eu acho que definitivamente fizemos isso. É óbvio dizer que estamos mais maduros, mas nós definitivamente tivemos uma evolução; uma boa [Evolução]! (risos)"

PyroMusic.net: Para onde vão daqui: Mais turnê? Porque obviamente este é um importante caminho para a banda e vocês mesmos manterem a base de fãs.

Cristina: "Bem, excursionar é importante para se auto-promover e te manter em forma com seus vocais e seus instrumentos, mas ao mesmo tempo nós sentimos que temos que parar um tempo para escrever mais música, alguma música nova. Porque depois de um tempo, você não pode ajudar, seu amor suas canções, mas você está ficando cansado de tocar as mesmas músicas de novo e de novo... eu estou faminta por algo novo".

PyroMusic.net: Uau. Com o próximo álbum, vocês tem alguma idéia quando vai ser escrito e gravado?

Andrea: "Escrito, sim. Começa a ser feito assim que terminar essa turnê, embora possa haver uma pequena pausa".

Cristina: "Não, é muito cedo para começar a falar em gravações. Nós temos algum material".

PyroMusic.net: Então, não tem idéia de como o próximo álbum vai soar?

Cristina: "Hmmm, não! (risos) Vai ser um álbum Thrash com influências Rap, Dance, Techno e Funk. E Reggae! (risos) Não, tudo o que sabemos é que vai detonar, isso com certeza!".

PyroMusic.net: Há poucos anos atrás vocês estavam fazendo um set acústico seguido por um set plugado. Isto é uma coisa que pretendem fazer num futuro próximo?

Cristina: "Quem sabe? Foi uma coisa especial então queremos manter desta forma, porque não faz sentido fazer isso todo o tempo, ou as pessoas irão dizer, 'sim, okay, isto é entediante'. É legal se isso se mantém como algo íntimo e especial. Mas quem sabe, talvez sim, porque gostamos".

PyroMusic.net: Agora, a popularidade da banda atingiu seu ápice nos últimos anos. A que atribuem este fato, apenas à boa moda antiga de trabalho árduo?

PyroMusic.net: "Trabalho, definitivamente. Eu acho que é uma combinação de diferentes coisas; trabalho árduo, e como eu disse antes, tentar estar aberto a outras influências e não se manter num clichê. Eu não sei. Um monte de coisas".

PyroMusic.net: O aumento da popularidade de mulheres frente as bandas como NIGHTWISH, EVANESCEMCE e LEAVES' EYES provavelmente ajudou também.

Cristina: "Isso é verdade, mas se você pensar à respeito, primeiramente temos dois vocalistas e isso é algo que eles não tem, então podemos fazer..."

Andrea: "Bom, não o NIGHTWISH, eles fazem agora".

Cristina: "Eles têm agora (risos), mas eles não tinham, e nós não tocamos 'a bela e a fera'. Sem ofender ninguém, mas às vezes ele canta de um modo mais melódico ou eu posso ser mais agressiva, então são coisas completamente diferentes. Quero dizer, tem um monte de bandas com vocalistas homens mas ninguém compara essas bandas! (risos)"

Andrea: "Eu acho que é por que estão se tornando populares... se você tem uma garota na banda, não é sempre que a banda será boa, eu acho".

Tristania anuncia nova vocalista.

Mariangela "Mary" Demurtas, 25 anos, de Sardinia, Itália, é a nova vocalista do TRISTANIA. Em nota no site oficial, a banda afirma que estava se focalizando em uma cantora que tivesse voz e talento.

Em sua carreira, Mary foi vocalista de várias bandas italianas (nenhuma de Heavy Metal) antes de entrar no grupo, e suas influências são Janis Joplin, Diamanda Galas, Lisa DalBello, Lauryn Hill, Skin, Chris Cornell e Jeff Buckley.

Mary também sabe falar vários idiomas, e se mudou para Noruega, na cidade de Stavanger para ficar mais perto da banda. Mas esta não é a primeira vez que vive no exterior, já que aos 16 anos ela passou um ano estudando na República Dominicana.

Ainda conforme o grupo, ela trouxe uma nova dimensão ao trabalho do TRISTANIA, ao interpretar músicas do CD "Illumination" lançado nesse ano, ainda com a vocalista Vibeke Stene. "Mary tem um temperamento agressivo nos palcos, tudo o que Østen (fundador da banda) queria. Tem a experiência em teatros, além de fazer esporte desde criança, ambos os aspectos que adicionarão certamente o caráter a sua pessoa".

Dark Passion Play - Nightwish

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Após os acontecimentos de 2005, que culminaram com a saída da vocalista, entrevistas prá lá e prá cá com troca de acusações e insinuações, eis que ambos aprontam trabalhos musicais. Não chegou a ser uma surpresa o anúncio da sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue) como a substituta de Tarja. Afinal, a coisa mais sensata e musical que Tuomas, Marco, Jukka e Emppu poderiam fazer seria escolher uma vocalista com estilo totalmente diferente da sua antecessora, e isto foi feito com habilidade. Agora, “Dark Passion Play” chega as nossas mãos e podemos dizer que estamos diante de um bom CD, um recomeço em alto estilo para o Nightwish. Porém não me atrevo a comparar este CD com os outros trabalhos da banda, afinal... estão começando uma nova era, e este trabalho não pode ser comparado a nada do que fizeram no passado... seria um erro gravíssimo, já que Tarja marcou época nos vocais da banda, e Anette agora está começando sua trajetória.

De cara a banda nos apresenta uma faixa longa, de 14 minutos, chamada “The Poet And The Pendullum”, de longe uma das composições mais complexas que os finlandeses já apresentaram: guitarras, orquestras, mudanças de andamento, Anette e Marco dividindo vozes (notem a versatilidade da vocalista), e um clima que passa do caos a paz em instantes. Talvez ela ficasse melhor colocada se estivesse na 2a metade do CD, mas é uma faixa que cativa. “Bye Bye Beautiful” é uma paulada no ritmo (lembra “Wish I Had An Angel”) e na letra, abordando os problemas com a ex-vocalista. “Amaranth” seria a “Nemo” de “Dark Passion Play”: leve, pop meio pesadinha, e com Anette destilando um excelente vocal pop-rock (apesar de que em alguns momentos senti-me ouvindo Avril Lavigne). “Candence Of Her Last Breath” é mais voltada ao metal enquanto que “Master Passion Greed” é totalmente heavy metal, com Marco fazendo os vocais (sem Anette) de forma bem competente. Emppu está inspirado, pois podemos ver que seu trabalho neste CD é muito bom.

Quem sente falta de algo mais suave irá curtir “Eva”, o primeiro single (embora virtual), enquanto que “Sahara”, embora traga uma boa introdução não passe de uma repetição de tudo o que o NIGHTWISH sempre fez: heavy metal com pitadas épicas. Outros bons momentos ficam para “Whoever Brings The Night” (pesada), a mais pop “For The Heart Once I Had” e a acústica “The Islander”. No geral o CD é bom, mas fica claro que o NIGHTWISH optou por manter-se fiel ao estilo que já o consagrou, abrindo algumas exceções que aproveitam a boa voz de Anette, principalmente os flertes pop. Vale citar a exótica e diferente “Meadows Of Heaven”, música épica que encerra o CD. Anette faz um bom trabalho, com um vocal que mescla o lado suave do pop com alguns momentos de pura inspiração, principalmente nas partes mais orquestradas.

Um bom re-começo, uma banda que está se achando novamente, e que tem tudo para dar continuidade a uma carreira vitoriosa. Como é o primeiro CD após uma mudança de formação, a banda mostra um cuidado em manter-se dentro dos trilhos, mas no ritmo que as coisas vão, o NIGHTWISH ainda irá nos surpreender... novamente, como fizeram no final dos anos 90.

Nightwish – Dark Passion Play
2007 – Universal Music – Nacional

Formação:
Anette Olzon – Vocais
Tuomas Holopainen – Teclados
Marco Hietala – Baixo/Vocais
Emppu Vuorinen – Guitarras
Jukka Nevalainen – Bateria

Faixas:
The Poet And The Pendulum
Bye Bye Beautiful
Amaranth
Candence Of Her Last Breath
Master Passion Greed
Eva
Sahara
Whoever Brings The Night
For The Heart Once I Had
The Islander
Last Of The Wilds
7 Days To The Wolves

Site Oficial: http://www.nightwish.com

Nina Vamp

Nina Vamp
Essa sou eu!!!